05.09.2012
Postado por Rachel Rosemberg

O conceituado jornal brasileiro, Folha de São Paulo, postou em seu site uma crítica acerca de “Spring Breakers”, feita por Rodrigo Salem, enviado especial à Veneza. Leia abaixo:

“Spring Breakers”, novo filme do cineasta Harmony Korine –roteirista de “Kids” (1995)– fez sua estreia mundial nesta terça-feira (4), no Festival de Veneza. Como era de se esperar, o longa causou estardalhaço no evento com suas cenas de nudez e a representação exagerada da superficialidade da juventude americana.

O filme parece ter sido escrito por Charlie Sheen nos seus momentos mais dementes de crack: com um fiapo de roteiro sobre quatro garotas de uma pequena cidade que vão para a Flórida aproveitar a folga do “spring break” (férias de primavera dos estudantes americanos) e terminam se envolvendo com um traficante local, “Spring Breakers” é uma colagem niilista de pós-adolescentes nuas, orgias, drogas e armas.

A descrição pode até enganar os mais empolgados. Na verdade, o início do longa, ao som de Skrillex e com imagens que poderiam fazer parte da série semierótica “Girls Gone Wild”, até dá certa esperança de ser uma obra sobre uma geração perdida e sem ideia do futuro em um país em crise. Mas ele se perde ao nunca deixar claro se os exageros propostos são irônicos ou apenas uma estupidez sem fim.

Por exemplo, Britney Spears é a mentora intelectual do filme. A cantora é dublada pelas quatro garotas e por James Franco duas vezes e inspira as ideias “white american trash” das teens. A ironia da inserção das canções é evidente no contraponto à trilha sonora de bom gosto (Black Keys, por exemplo), mas não na trama.

Harmony Korine não é sutil. Selena Gomez, a namorada de Justin Bieber, faz a menininha religiosa chamada, veja bem, Faith (fé, em inglês). Vanessa Hudgens, uma das garotas mais atiradas, atende pelo nome de Candy –o quarteto completa-se com as lindas Heather Morris (Bess) e Rachel Korine (Cotty), mulher do diretor e única das protagonistas a tirar a roupa.

James Franco é um caso à parte. Sua falta de talento gera uma interpretação que beira o risível como um traficante/rapper que adota as “menininhas de biquíni”. Concebido para ser uma crítica à juventude americana atual e à vulgarização da mulher, “Spring Breakers” termina virando vítima de sua própria idiotice e sensualidade.

Ele pontua pontos bons e ruins no filme. Elogia o fato de terem usado Britney Spears como um tipo de mentora intelectual, mas criticou o excesso de sensualidade, considerando algo beirando a idiotice. Ele dá a característica de cada personagem, o que nos dá uma ideia do destaque de cada uma, mas erra ao dizer que Heather Morris completa o quarteto, quando, de fato, quem o completa é Ashley Benson (Britt).

Leia a postagem original aqui.

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