12.09.2013
Postado por Carol Relva

Postamos anteriormente que Vanessa é a nova capa da revista Marie Claire dos Estados Unidos! Confira abaixo o artigo da revista americana que entrevistou V e as fotos:

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Ela fez seu nome como a cantora e dançarina rainha teen no palco de High School Musical da Disney. Mas para Vanessa Hudgens, feliz para sempre significa estar em papéis mais e mais arriscados – como ela prova no filme de ação Machete Kills. Não perca todas as fotos do nosso shoot de capa de outubro com Vanessa Hudgens!

Vanessa Hudgens não está checando seu iPhone. Ela não checa seu e-mail quando sai, e o máximo que ela fica fora das redes são cinco dias. “Se você está preocupado em ficar no celular, então você está realmente perdendo tudo que está acontecendo na sua frente,” Hudgens diz, encostada na grade de um iate fretado saltando para cima e para baixo sobre águas agitadas. Estamos indo para Nusa Lembongan, uma pequena ilha ao sudeste de Bali , Indonésia, de modo que a atriz de 24 anos, que está aqui para assistir a competição de surf Oakley Pro Bali, pode ter aulas de surf em um local ameaçador chamado “Lacerations Reef.” Ela tem um assento no deck da frente ao lado de seu namorado, de 22 anos de idade, o ator Austin Butler (The Carrie Diaries) e serenamente enfrenta para fora, com as pernas cruzadas, hipnotizada pela extensão do mar de cristal azul. “Nada é real, exceto o presente. Se você está se preocupando com o futuro, é completamente irrelevante, porque não aconteceu ainda. E o passado – não há necessidade de me debruçar sobre isso, também.”

Sua determinação para focar no positivo é quase patológica. Um de seus livros favoritos é A New Earth, de Eckhart Tolle, um guia espiritual para transcender o ego. Hudgens gravita em direção ao auto-aperfeiçoamento e livros de auto-ajuda e define sua espiritualidade como “perspectiva”. (Nascida e criada católica, ela foi atéia por um tempo e agora se considera cristã.) A tatuagem do símbolo do OM, o antigo mantra Hindu representando o universo, é dividido entre os dedos mindinho, e quando ela coloca as mãos juntas como se estivesse rezando , faz um todo. (Ela e a amiga Ashley Tisdale se tatuaram juntas em Nova York; Hudgens também tem uma tatuagem de borboleta na parte de trás de seu pescoço.) Uma vez, ela fez um teste, que revelou que é ao mesmo tempo um introvertida e extrovertida. “Eu posso estar em uma grande multidão e ficar bem, mas me sinto totalmente bem em estar sozinha também”, diz ela. Butler confirma: “Sim, ela está no meio, com certeza. Eu sou mais introvertido.”

“A sensação de saber que eu sou uma parte de algo maior do que eu mesma me permitiu aproveitar mais a vida”, diz ela, pensativa. “E não se preocupe com as pequenas coisas.” Ela faz uma pausa. “Como paparazzi.” Há, de fato, muitos poucos que frustram ela. Pessoas que não podem desfrutar do que a vida lhes deu ou que não seguem em frente, podem ficar com ela. Mas ela teve que pensar um pouco antes de vir com algo que realmente a incomoda. Finalmente, diz: “Quando as pessoas brigam. Isso me dá uma ansiedade muito ruim. Quando as pessoas não conseguem resolver as coisas, realmente me incomoda.”

O barco ancorou e o humor de Hudgens mudou de contemplativa para até sensacionalista. “Eu estou em um bow-oat!* (*piada com a palavra boat, que significa barco, em inglês) Eu vou sur-urfar!* (*piada com a palavra surf, que significa surfar, em inglês)”. Seus braços estão para o alto, as palmas voltadas para o céu, e ela repete esse canto em uma voz cantante, seu anel de strass no umbigo – entre uma camiseta amarrada e shorts jeans curtos – balançando para lá e para cá, como uma dança feliz.

“Ela não está nem um pouco cansada,” conta Selena Gomez, amiga íntima de Hudgens e sua colega de elenco no filme de Harmony Korine, Spring Breakers, uma grande quebra da imagem saudável da Disney em que Vanessa construiu sua carreira como uma aluna de colegial musicalmente talentosa. “A pessoa que você vê falar é a mesma pessoa com quem eu falo”. Enquanto filmavam, as atrizes eram cercadas por fotógrafos. “Ele foi muito protetora,” Gomez lembra. “Eu estava distraída e ela me chamou e conversou comigo sobre que eu sou e o que eu represento. Eu me senti segura depois daquilo.”

“Ela é muito madura para a idade que tem,” concorda John Cusack, que interpreta Robert Hansen, um serial killer dos anos 80, no thriller The Frozen Ground, em que a personagem de Hudgens, Cindy Paulson, escapa de se tornar mas uma vítima de assassinato de Hansen. “Ela estava acorrentada, sem a maioria de suas roupas e [sua personagem] tinha acabado de ser estuprada,” disse Cusack, que ficou impressionado com a sua vontade de ser tão vulnerável. “Ela não estava preocupada com a sua capacidade como atriz. Ela estava acima disso.”

A coragem dela nas telas fica evidente no surf.  Ela monta nas ondas graciosamente, como se tivesse feito isso a vida toda. Algumas pranchas ao longe, Butler grita para ela, “Isso foi maravilhoso!” Ela sorri largamente para ele e mostra a língua, brincando. Ela pega mais 10 ondas antes de voltar para o barco. “Essa foi a primeira vez que consegui ficar em pé o tempo todo!” ela se entusiasma. “Eu gostaria de poder surfar o tempo todo.”

Se a vida de Vanessa Anne Hudgens fosse um filme da Disney, a primeira parte seria sobre a educação humilde da protagonista [Vanessa] com seus pais, que se mudaram quatro vezes para que ela pudesse fazer o que queria.”Meus pais abriram mão de muita coisa,” ela conta, durante um almoço pós-surf numa vila privada com vista para o Estreito de Badung. Seu pai, irlandês e nativo americano, Greg, manteve seu emprego como bombeiro em San Diego, mesmo com a família se mudando cada vez mais para perto de Los Angeles, para que ela pudesse participar de audições. “Ele continuava dirigindo para o mesmo lugar que ele trabalhava todo o dia, toda vez em que nos mudávamos. No fim das contas, o trajeto não era divertido.” Sua mãe filipina, Gina, desistiu de inúmeros empregos para satisfazer às mudanças. A família, que inclui a irmã mais nova, Stella (que agora tem 18 anos e também é atriz), se preocupou com as despesas, e as roupas das meninas eram compradas em brechós. “Dinheiro era uma grande coisa. Meus pais me levavam a Los Angeles, o que custava caro por causa do combustível, então pegaram empréstimos para que pudéssemos nos mudar de um lugar para o outro, para nos aproximarmos de L.A. A família batalhou, definitivamente.” Ela fica quieta. “Eles me apoiaram muito. Eles desistiram de muita coisa para que eu chegasse onde estou hoje.”

Quando criança, Hudgens achava que se apresentar para uma plateia iria ajudar a superar sua timidez. Sua primeira apresentação em frente a um público foi como Maria, em uma peça da pré-escola. “Eu cantei ‘Away in a Mager.’ Meus pais viram que eu tinha uma veia artística.” Eles a matricularam em aulas de dança quando ela tinha 4 anos e, quando fez sua primeira  peça num teatro, quando tinha 9 anos, ela sentiu que “estava superando, e aquilo acendeu um apecto artstico em mim.” Se tornar atriz foi uma ideia dela, apesar das reservas de seus pais. “É difícil,” ela diz. “Você não quer ver seu filha magoada ou ouvir alguém dizer a ela que ela não é bom o suficiente. Mas eu dizia, ‘Se eu não conseguir esse papel, a próxima coisa que conseguir será bem maior e melhor.’ Você tem que ter isso em mente.”

A segunda parte desse filme da Disney sobre a vida de V.H. seria sobre ela conseguindo o papel de Gabriella Montez, no filme da Disney Channel, High School Musical, quando tinha 16 anos. Depois seguindo com HSM 2 em 2007, o filme com maior audiência do canal, com 17 milhões de espectadores; e HSM 3: Ano da Formatura, que estreou nos cinemas em 2008 e conseguiu arrecadar mais de 250 milhões de dólares em todo o mundo. A atenção “foi total no início”, ela conta. “Sou uma pessoa reservada. Nada pode te preparar para aquilo.” Em uma conferência para uma tour em Londres, “tinham tantos fãs rodeando o nosso carro, que ele começou a balançar – como se fôssemos os Beatles ou algo do tipo. Foi uma loucura.”

Quando Hudgens começou a namorar seu colega de elenco em HSM, Zac Efron, a atenção da mídia aumentou ainda mais. Houve até mesmo um escândalo em 2007, quando fotos de Hudgens sem roupas foram divulgadas de seu telefone. Mais recentemente, ela foi flagrada no Coachella entregando-se a uma substância, ela insistiu que era chocolate branco e não cocaína. “Eu não podia fazer nada a não ser rir. É incrível como as pessoas gostam de criar algo do nada,” ela diz. “Sou um ser humano como qualquer outro. Estou ciente de que existem pessoas que se inspiram em mim. Quando cometo erros, eles não são intencionais, e eu sempre me esforço para ser uma pessoa melhor.” As lições aprendidas ficam evidentes em sua atitude em relação a se proteger. “Uma coisa é conversar com alguém, outra é contá-los seus segredos mais profundos e obscuros. Só porque alguém gosta de assistí-lo em filmes não significa que eles tem que saber tudo sobre sua vida.”

E justamente quando ela estava no auge da fama, recebendo papeis que iriam garantir seu lugar no panteão das amadas heroínas que dançam e cantam, o filme da Disney termina abruptamente. Uma decisão de considerar a arriscar levou Hudgens para materiais mais ousados e menos mainstream. De 2009 até 2012, ela interpretou Mimi, em Rent, dirigido por Neil Patrick Harris, no Hollywood Bowl, e conseguiu papeis nos filmesBandslam, Beastly, Sucker Punch, e Journey 2: Mysterious Island, aguardando seu tempo até que a oportunidade certa lhe fosse apresentada. “Eu amo descobrir e fazer coisas que me assustam,” ela conta. “É assim que você cresce.”

Na sequência à narrativa de Hudgens, essas oportunidades vieram em papéis como uma sociopata (Spring Breakers), uma adolescente grávida solteira (Gimme Shelter, em pós-produção) e uma prostituta de 17 anos de idade (The Frozen Ground). Eles podem parecer fora do personagem, mas estas são as peças que ela sempre quis jogar. “Com 14 anos, eu tive o meu primeiro convite para participar de uma série criminal [Robbery Homicide Division]. Nele, o meu pai levou um tiro na minha frente, e eu estava chorando e em pânico”, diz ela, com os olhos arregalados. “Eu adorei. E disse, ‘eu quero fazer as partes mais pesadas.’ É tão longe de quem eu sou. Há total liberdade dentro disso.”

“Ela foi tão ousada”, disse o diretor Korine, que a selecionou para Spring Breakers. “Foi difícil tirar os olhos dela. Era radical.” O diretor Robert Rodriguez teve uma resposta similar, acrescentando Hudgens como uma prostituta de um bordel para o elenco (que inclui Michelle Rodriguez, Jessica Alba, e Lady Gaga) de seu filme de ação Machete Kills, que estreia este mês. “Ela está agora na minha lista”, diz Rodriguez. “É realmente como alguém afeta você em uma sala. Que eu soube que eu poderia passar a bola para ela e ela poderia fazer qualquer coisa que eu pedisse.” Na verdade, não há um vestígio de insegurança em Hudgens sobre esses papéis mais escuros. “Estou muito confortável comigo mesma – aprimorando em mim o que eu amo e que me faz forte”, diz ela. “Estou super orgulhosa das coisas que eu tenho feito ultimamente. Então, eu realmente não me importo se alguém não gostar, porque eu adoro isso.”

É fim de tarde, e nós estamos indo de volta para Bali. Algo sobre estar na água traz à tona o lado filosófico de Hudgens. “Você escolhe se quer ser feliz ou não”, diz ela. “Eu escolho ser feliz. E tem funcionado muito bem. Quer dizer, eu estou aqui em Bali, sentada em um barco. As coisas não podem ficar melhor.” Seus olhos se fixam no horizonte, e ela está, oportunamente, olhando para o futuro.

Curtiram a entrevista? Continuem ligados no Vanessa Hudgens Brasil para mais notícias sobre a vida e carreira da nossa borboleta favorita!

Tradução exclusiva, feita pela equipe do Hudgens Brasil. Se copiar, não esqueça dos créditos!

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