30.01.2015
Postado por Lucas Teixeira

O site da revista Variety publicou uma review (crítica) ao musical “Gigi” (que é protagonizado por Vanessa) que está em uma temporada pré-Broadway em cartaz no teatro Kennedy Center (em Washington D.C.), feita por Paul Harris.

Confira a mesma traduzida exclusivamente por nossa equipe abaixo:

Pre-Broadway Review: ‘Gigi’ estrelando Vanessa Hudgens

Pode um elegante conto, mais conhecido através de um filme de 57 anos atrás, conquistar as audiências modernas do teatro que não conseguiu conquistar em 1973? Essa é a principal questão para os produtores do elegante, mas arriscado ‘‘Gigi’’ que estreou no Kennedy Center e segue para a Broadway. A estrela favorita dos adolescentes, Vanessa Hudgens (“High School Musical” da Disney) lidera um elenco de veteranos da Broadway que se entrega à causa.

Um projeto de longo prazo para a produtora Jenna Segal, o show está previsto para estrear em Abril no Neil Simon Theater, onde irá substituir‘’The Last Ship’’, musical feito por Sting e que foi recentemente cancelado.

Segal e seus colegas estão apostando em uma ampla aceitação de seu investimento de US $ 12 milhões, que tem claramente alguns pontos fortes e fracos. No lado positivo está Frederick Loewe, obtendo algumas das melodias mais emblemáticas escritas para o palco. Mas seus dedos estão compreensivelmente cruzados para que a fã-base da jovem Hudgens e de outros iniciantes, se sintam atraídos pelo conto melodramático do livro de uma parisiense da ‘Belle Epoque’ sendo preparada para se tornar uma cortesã. (A produção original da Broadway, em 1973, durou apenas três meses.)

A roteirista Heidi Thomas (“Call the Midwife”) fez algumas adaptações do livro, baseado na novela de 1944, Colette. É importante ressaltar que ela abordou os aspectos lascivos da história, adicionando vários anos para a idade de Gigi e subtraindo cerca de uma década para Gaston (Corey Cott), que é o seu amor. Não temos agora apenas a idade apropriada, mas a assertiva e rebelde Gigi também ganha maior controle da relação, graças à reescrita de Thomas.

Na mesma linha, a música “Thank Heaven For Little Girls” foi tirada de Honoré (Howard McGillin) e colocada nas mãos capazes das duas principais mulheres adultas do show, a avó sempre vigilante (Victoria Clark) e a assertiva Tia Alicia (Dee Hoty). É uma mudança efetiva que apresenta a canção em um abraço carinhoso e ao mesmo tempo demonstrando como o duo vive sua juventude.

O show tem enorme apelo visual graças ao conjunto impressionante de Derek McLane, destacando um gracioso dossel de ferro claramente inspirado na Torre Eiffel, e uma escadaria que serve como pano de fundo funcional para várias localidades, especialmente para o elegante Maxim’s. A Iluminação por Natasha Katz faz com que o estado de espírito passe de moderado a estranho.

O primeiro ato é constantemente preenchido com uma variedade de arregalar os olhos de trajes luxuosos de Catherine Zuber – vestidos vibrantes e chapéus para as senhoras, gravata branca e caudas para os cavalheiros, e como sempre, a cartola. Contrastando o desgaste formal estão os guarda-sóis e os maiôs do período na praia.

O diretor Schaeffer aumentou o elenco para adotar um estilo melodramático, às vezes empregam movimentos exagerados e um estilo incapaz de expressão, especialmente nas cenas introdutórias. A técnica é mudada às vezes, especialmente no primeiro ato em cenas envolvendo os dois guardiões estridentes. Felizmente, os acentos franceses forçados empregados no filme em 1958 sabiamente foram dispensados.

A coreografia de Joshua Bergasse é uma delícia consistente com danças turbulentas e íntimas. Os destaques incluem o número de abertura animado e a deliciosa cena do segundo ato em que as duas guardiões de Gigi se encontram com um grupo de advogados no número sublime, “The Contract”.

As performances em geral, são resistentes. Hudgens oferece um desempenho sólido em um papel exigente, que requer uma transição de pirralha impetuosa para uma jovem amadurecida. A forte Hudgens arrasa em ambos de seus deveres vocais e de dança, especialmente no primeiro ato em “The Parisians.”

Cott convence como o playboy auto-confiante e sua voz forte impressiona na faixa-título, cuidadosamente colocada no segundo ato quando o personagem descobre seus verdadeiros sentimentos por Gigi.

Clark tem a voz mais forte do elenco e prova isso em números como “Thank Heaven” e em seu solo, “Say a Prayer”. Hoty permanece no papel da tia possessiva apegada à tradição.

No papel associado a Maurice Chevalier, McGillin tem uma abordagem diferenciada como um eterno observador que possui um coração. Ele saboreia seus grandes números “I Remember It Well” e “I’m Glad I’m Not Young Anymore.”

Os produtores e criadores têm inteligentemente feito uma produção polida para este remake – mas em uma temporada competitiva na Broadway, o espetáculo pode precisar de um pouco de sorte, e as bênçãos dos críticos, para garantir que ele sobreviva por mais tempo do que a primeira visita do musical no Rialto.

Clique aqui para conferir a review original.

Tradução exclusiva do Vanessa Hudgens Brasil, se copiar não esqueça dos créditos!

Categorias: Gigi, Notícias, Review, Teatro

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