11.08.2018
Postado por Lucas Teixeira

Vanessa concedeu uma entrevista ao site Collider em divulgação do seu novo filme “Dog Days”, que estreou nos Estados Unidos no dia 8 de Agosto.

Durante longa a conversa via telefone, Hudgens falou sobre seus novos projetos: o single “Lay With Me” (que deve lançado no final de Agosto), o reality show “So You Think You Can Dance” e os filmes “Second Act” (“Uma Nova Chance”, no Brasil) e “Polar”. Além disso, ela falou sobre personagens que gostaria de interpretar e ainda sobre a vontade que tem de dublar uma animação.

Do ator/diretor Ken Marino, a comédia romântica “Dog Days” segue com um conjunto eclético de personagens, humanos e caninos, que inclui Tara (Vanessa Hudgens), uma barista que sonha com o veterinário bonitão (Michael Cassidy) do outro lado da rua em que ela trabalha. Depois de encontrar uma adorável cachorrinha abandonada, na qual ela não poderia ficar, ela decide ajudar o dono do abrigo New Tricks Dog Rescue (Jon Bass), que continua tentando manter o seu negócio, e percebe que os dois tem um amor em comum por cães, que os une. O filme também é estrelado por Nina Dobrev, Adam Pally, Eva Longoria, Rob Corddry, Tone Bell, Thomas Lennon, Tig Notaro, Finn Wolfhard e Ron Cephas Jones.

Durante essa entrevista por telefone com a Collider, a atriz/cantora Vanessa Hudgens falou sobre seu desejo de fazer um filme fofo para toda família, como ela terminou com seu próprio cachorro, porque ela preferiria que todos adotassem e não comprassem, o que ela gostou mais sobre sua personagem, o desafio de não brincar com todos os cachorrinhos no set, e qual a cena mais divertida de gravar. Ela também falou sobre o que ela procura em um personagem, o quão inspirador tem sido ser uma jurada na série da Fox, “So You Think You Can Dance”, como foi trabalhar com Jennifer Lopez em Second Act (Uma Nova Chance), a experiência de fazer “Polar” com o diretor Jonas Åkerlund e Mads Mikkelsen, a música que ela vai lançar em breve, e os tipos de papeis que ela ainda gosta de fazer.

Collider: Esse é um filme tão ridiculamente fofo. Isso era parte do apelo de fazer algo assim, para você?
VANESSA HUDGENS: Sim! Esse é um filme para a família inteira. Você pode ir assistir com suas amigas. Você pode ver com a sua avó. Você pode ver com seus filhos. Há realmente algo no filme para todos. E, eu amo minha personagem. E esperançosamente, as pessoas assistam o filme e lembrem de adotar, e não comprar.

Collider: Como uma amante de animais, quando você leu o roteiro, qual foi a sua reação? Você se sentiu como se alguém tivesse escrito o filme que foi feito sob medida para você?
VANESSA HUDGENS: Mais ou menos. Lembro de estar lendo o roteiro e dizer: “Meu Deus, eu amo isso!” Eu amo café, amo planejar eventos, e amo animais. Foi perfeito!

Collider: Você falou sobre adotar ao invés de comprar um cachorro. Como você conseguiu a sua cadela?
VANESSA HUDGENS: Eu nem tinha decidido ter um cachorro. O que aconteceu foi que, a mãe do meu namorado morava em um apartamento e, no meio do verão, dia após dia, ela via na varanda do vizinho, um cachorrinho. Não tinha comida e nem água pra ela, e ela estava lá fora por horas. Então, ela bateu na porta dos vizinhos e disse “se vocês não podem cuidar do cachorro, deixe-me cuidar”, e então eles deram para ela o cachorro. Quando ela (a mãe do Austin) faleceu, eu e o Austin pegamos Darla, e desde então ela tem sido nosso anjinho. Eu vi ela sair de sua concha. Quando a conhecemos, ela não nos deixava toca-la, e agora ela é toda carinhosa.

Collider: O que você aprendeu sobre si mesma, após ter e cuidar do seu cachorro?
VANESSA HUDGENS: Eu não sei. Eu acho que ter um cachorro traz um grande senso de responsabilidade, porque honestamente, eles são como crianças, exceto que você pode deixá-los sozinhos por algumas horas e ainda assim eles ficambem. Eu sinto que ela vê o melhor em mim, o que me ajuda a ver o melhor em mim mesma.

Collider: Como você descreveria sua personagem? Que tipo de mulher Tara é, e como ela própria se vê?
VANESSA HUDGENS: Eu acho que ela se vê bastante como eu me vejo. Essa é uma das coisas que eu amo nessa personagem. Eu estava tipo “então, eu tenho que basicamente ser eu mesma, ser alegre e positiva, e querer retribuir.” Ela é como o brilho do sol. Ela é muito positiva e só quer levantar as pessoas, o que é uma coisa que me orgulho em mim mesma. Ela descobre um jeito de melhorar as coisas, e eu amo isso nela.

Collider: Qual foi o maior desafio em interpretar essa personagem?
VANESSA HUDGENS: Meu maior desafio, trabalhando no set, foi que eu apenas queria brincar com os cachorros. Eles eram tão adoráveis. No meio das filmagens, eu fugia, e você poderia me encontrar no meio dos cachorrinhos.

Collider: Geralmente, eles eram cães bem comportados, ou tinham que ser constantemente organizados?
VANESSA HUDGENS: Não, eles eram tipo super cães. Eles eram os cães mais bem comportados, e bem treinados que eu já vi. Eu lembro no meu primeiro dia de filmagem, eles colocarem um pontinho preto no chão, e mostraram para o cachorro [o cachorro que interpreta Gertrude], levaram ela para o final da rua e gritaram “ação!”. Ela começou a andar, chegou no pontinho dela, e sentou, e eu estava tipo “como você fez isso?”. Eu fiquei bem impressionada, o tempo todo. Literalmente, nada deu errado. Eu era ‘a distraída’ porque eu amo cachorros demais. Eu queria abraçar eles o tempo todo.

Collider: Como foi o trabalho do Ken Marino, tendo que dirigir todos os atores e todos os cães?
VANESSA HUDGENS: Ele foi tão incrível! Eu sou fã dele há muito tempo. Uma coisa que eu acho tão maravilhoso nele, é a sua experiência. Ele não é apenas um diretor e um líder destemido, mas também é um ator. É legal ter um ator cuidando de você, te ajudando se guiar na cena e descobrir o que realmente funciona. E ele realmente nos deixava interpretar. Ele nos guiava até a direção certa, e depois nos deixava sair das dobradiças. Foi muito divertido. Havia muita improvisação acontecendo, durante o filme inteiro.

Collider: Você tem alguma cena ou momento preferido de gravar?
VANESSA HUDGENS: Eu realmente gostei do filme inteiro, mas eu lembro de um dia especificamente, onde Jon Bass tinha que ser “atacado” por um cachorro. Foi tão histérico como esse cão aprendeu na hora e podia fazer isso perfeitamente. Tivemos que esperar no set porque Jon não conseguia parar de rir, e com razão.

Collider: Você teve momentos maravilhosos com Jon Bass, Michael Cassidy e Adam Pally. Como foi trabalhar com os três?
VANESSA HUDGENS: Eles são pessoas muito divertidas, de bom coração. Eu realmente amei trabalhar com todos os três, como pessoa e como profissional. Eu estava me acabando de rir o tempo inteiro. Eles me fizeram rir bastante.

Collider: Quantas vezes o cachorro com quem você estava trabalhando tentou roubar os holofotes de todos, especialmente usando um capacete de cachorro?
VANESSA HUDGENS: Todos eles roubarem os holofotes, o tempo todo, porque eles são adoráveis. Fiquei feliz em entregar os holofotes para eles. Eu amo cachorros demais. Sempre que eles tem um momento para brilhar, eu me sinto como uma mãe orgulhosa, mesmo que eu não tenha nenhuma conexão com o cachorro, seja ele qual for.

Collider: Nesse ponto da sua vida e da sua carreira, o que você procura em um projeto? Existe algo que precisa ter pra você dizer ‘sim’, e tem alguma coisa que te faz dizer “isso não é para mim”?
VANESSA HUDGENS: Sim, totalmente! O personagem, pra mim, é tudo. Eu amo uma evolução, e adoro poder contar uma história significativa, onde encontro propósito e que tenha um significado maravilhoso. Filmes são uma experiência tão transformadora para a audiência. Eles podem entrar em um cinema sentindo uma coisa e sair sentindo outra. Eu acho que esse filme, no papel, e principalmente no telão, é um filme que te faz se sentir bem. Eu acho que é algo que é subestimado e realmente especial para causar um efeito na audiência.

Collider: É difícil encontrar isso em projetos?
VANESSA HUDGENS: Sim e não. Eu sinto que Ken fez um trabalho tão maravilhoso, unindo um grupo de atores que fez um trabalho tão fenomenal nessa interpretação, honestamente. Muitas vezes, você lê os roteiros que estão entrando em lugares sombrios, e isso pode ser gratificante também, mas tem algo realmente especial em contar uma história que pode ser vista por uma família inteira e unir as pessoas. No fim do dia, o filme é sobre amor, destruir seus próprios muros, encontrar seu propósito e família. Essas são coisas com as quais lutamos e procuramos na vida.

Collider: Eu sou uma dançarina desde os meus 4 anos de idade, e eu amo programas de dança, então assisto “So You Think You Can Dance”. Você faz um trabalho maravilhoso como jurada, o que não parece ser sempre a coisa mais fácil a se fazer.
VANESSA HUDGENS: Não é. É difícil porque você vê tantos dançarinos, durante a parte de audição do programa, que começa a ficar realmente sobrecarregado. Eu pessoalmente começo a ficar sobrecarregada pelas coisas pois meu cérebro fica em sua capacidade total que eu quase não consigo absorver mais tanta coisa incrível. O talento tem sido realmente incrível, e é muito especial, ser uma parte da jornada deles. Eu realmente estou ansiosa para fazer parte do show, toda vez que tivermos um episódio, até as eliminações chegarem. E então, eu tentarei me esconder atrás de uma pedra.

Collider: As eliminações parecem ser a pior parte disso.
VANESSA HUDGENS: É 100% a pior parte, porque você espera que eles possam receber críticas construtivas e entender que deixar o programa não significa o fim de sua carreira. Significa apenas que o padrão do programa é tão alto, e que existem outras pessoas que tem algo que talvez eles não tenham adquirido ainda. É uma habilidade e requer muito trabalho. Esperançosamente, eles possam aceitar as críticas e continuar trabalhando para se tornarem artistas melhores.

Collider: Você é inspiração para muitos jovens. Como é poder fazer algo como o “So You Think You Can Dance”, onde você pode se inspirar naqueles jovens artistas em troca?
VANESSA HUDGENS: Eu fico totalmente, extremamente inspirada por eles, por sua paixão pelo seu ofício, e pelo o seu amor pelo o que fazem. É realmente especial poder ver alguém dançando num estado tão cru e vulnerável, especialmente, sabendo que, no final você será julgado. É muito especial fazer parte. Estou tão agradecida por estar no show.

Collider: Como você encontrou a experiência de trabalhar com Jennifer Lopez, em Second Act (Uma Nova Chance)?
VANESSA HUDGENS: Oh, meu Deus, isso foi uma troca de jogo, para ser honesta. Ela é um ícone e uma superstar para mim, e para todo mundo da minha geração, e gerações além e atrás de mim. Ela é um ícone e me senti muito honrada de poder trabalhar com ela. Todos os dias, ela me surpreendeu. Ela é um talento incrível. Ela é uma atriz fenomenal. Ela é tão presente, tão honesta e tão livre, sem mencionar que ela é a mulher mais trabalhadora que eu já conheci. Ela me levou sob sua asa e foi tão gentil. Ela me convidou para a sua casa, fez jantar, e me apresentou para sua família. Ela foi um sonho. Eu tive muita sorte com ela porque ela é tudo que eu poderia ter esperado, e muito mais.

Collider: Isso é maravilhoso! Também deve ser inspirador pra você, querer fazer mais em sua própria carreira também.
VANESSA HUDGENS: Sim. Uma das minhas falas no filme é, “você é quem eu quero ser quando crescer”. E eu fiquei, tipo, “isso não é atuação, isso é a vida real.”

Collider: Você também trabalhou com o diretor Jonas Akerlund, em Polar. Como foi trabalhar com ele?
VANESSA HUDGENS: Ah, meu Deus, ele é tão legal. Meu “medidor de pessoas legais” subiu, só trabalhando com ele. Ele foi tão gentil e fofo, e o Mads Mikkelsen também. Ele foi incrível. Eu lembro de estar lendo o roteiro e ficar tipo “Nossa, isso é muito pesado. Me assusta. Fazer estes monólogos parece aterrorizante.” Mas, isso significa que eu deva me apoiar mais nisso. Eu estava em uma ligação com Jonas, para falar sobre o filme, e ele disse “eu acho que Mads vai entrar em contato também.” Isso não acontece quando você está em negociações para um filme. O ator principal não liga para falar sobre ele ou seu personagem, mas ele ligou, e falava sobre isso e o porque amava seu personagem e o que ele esperava para isso. Eu fiquei tipo “Eu amo eles! Eu tenho que estar nesse filme!” Estou tão grata por ter feito parte disso porque definitivamente, me levou à lugares que eu nunca tinha ido antes nas telas.

Collider: Quem é a sua personagem no filme?
VANESSA HUDGENS: Ela é uma jovem mulher [chamada Camille] que vive no meio do nada, é uma fotógrafa de animais que mora em uma cabana de madeira. Ela é muito isolada e um pouco esquisita. Essa foi a coisa que eu amei na relação dela com o Mads. É uma história de amor estranha. Não é sobre o romance deles, e não é uma relação pai-filha. É puramente uma amizade, mas é extremamente esquisito, e havia algo tão mágico nisso.

Collider: Você gostaria de fazer algo cantando novamente, seja um álbum ou um musical, de alguma forma, incorporando-a em um papel no cinema?
VANESSA HUDGENS: Sim. Na verdade, tenho uma música que sai esse mês, chamada “Lay With Me”, que fiz com o Phantoms. Acabamos de gravar o videoclipe, e assim que estiver completo e editado, então vamos soltar a música e o clipe. Estou muito animada pois acho que os fãs vão ter um momento muito nostálgico assistindo ao clipe.

Collider: Como é estar fazendo malabarismos com tantos aspectos diferentes da sua carreira?
VANESSA HUDGENS: É muito legal. Eles dizem que você toma o tempo que lhe é atribuído e preenche esse tempo. Tendo uma tonelada de coisas na minha agenda, eu pensei que ia me sentir sobrecarregada, mas você se adapta. São coisas que eu sou extremamente apaixonada e que eu amo fazer. Mesmo com o trabalho e as horas podendo ser loucas, ainda tem muita paixão. Eu sinto uma extrema alegria de estar fazendo o que amo, por isso, mesmo que eu não durma muito, eu ainda estou muito feliz por estar lá. Meus dias mais loucos são muito longos e há tanta coisa acontecendo, mas isso me alimenta. Se alguma coisa, me dá energia, melhor do que joga-la fora.

Collider: Você interpretou vários tipos diferentes de papéis em sua carreira. Você tem algum desejo de dublar um personagem para um filme de animação?
VANESSA HUDGENS: Sim! Parece que não está nos planos no momento para mim. É algo que estou tentando trabalhar. Nada entrou em materialização ainda, mas quem sabe? Eu ainda sou jovem. Ligue para a Disney!

Collider: Você tem um personagem dos sonhos que gostaria de interpretar?
VANESSA HUDGENS: Sim, tenho vários! Eu amo muito filmes de fantasia, então quero fazer alguma coisa nesse mundo. Amo coisas de época, adoraria fazer algo na era vitoriana. Também amo ação pesada e adoraria estar em um filme de ação dirigido por mulheres. Tem muitos. Eu tenho que fazer Shakespeare em algum momento, porque isso é um clássico. Enquanto eu tenho feito isso toda a minha vida, sinto que estou apenas arranhando a superfície.

Tradução e adaptação exclusivas do Vanessa Hudgens Brasil. Se copiar, não esqueça os créditos!

Clique aqui para conferir a entrevista original.

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