07.04.2015
Postado por VHBR

O site Broadway.com publicou uma matéria muito interessante falando sobre a evolução e história da personagem Gigi, criada pela escritora Colette, e interpretada por Audrey Hepburn e Leslie Caron no passado, e por Vanessa Hudgens atualmente.

Confira a mesma traduzida exclusivamente por nossa equipe:

Aula de história! Aprenda como Colette, Audrey Hepburn, Leslie Caron e Vanessa Hudgens transformaram Gigi

Se prepare para uma nova reviravolta em antiga favorita, pois Gigi oficialmente estreia 8 de abril no Teatro Neil Simon! Vanessa Hudgens, Victoria Clark e Corey Cott estrelam nessa grande produção, que levou quase uma década pra chegar à grande Broadway. Essa, no entanto, é uma pequena parte da história. Antes de você agradecer aos céus pelas meninas (Thank Heaven for Little Girls), leia a história de Gigi.

Gigi saltou das manchetes
Antes de Leslie Caron e Vanessa Hudgens, Gigi começou com outra mulher famosa: Colette. No romance de 1944, uma jovem cortesã parisiense (leia-se: prostituta chique) aprende as maneiras da família de sua avó e tia-avó e fica com o coroa Gaston. A grande influencia de Colette foi em 1926 no casamento de uma bailarina de 18 anos, Yola Henriquez, com um homem de 58, Henri Letellier, editor do “Le Journal”.

Colette tinha um talento de explorador
Um livro famoso significa uma coisa: adaptações! Depois de um filme francês de 1949, seguiu-se uma peça da Broadway de Anita Loos (Gentlemen Prefer Blondes). Enquanto a cadeira de rodas de Colette era empurrada à beira mar em Monaco, ela avistou uma bela mulher usando um maiô preto. “Voilà ma Gigi”, ela exclamou para o marido. “Ela parece ter um contorno pelo rosto que só algumas crianças tem”, Loos disse depois. “Seja lá o que ela tinha, ela se destacou.” Só tinha um problema: a jovem Audrey Hepburn nunca tinha pisado num palco de teatro.

A graça de Audrey Hepurn chegou gradualmente
Inicialmente, a interpretação de Hepburn era tão ruim que sua colega de palco Cathleen Nesbitt mal podia ouví-la da cochia. A jovem ingênua passou a ter crises de asma. Quando Hepburn chegou em Nova York de barco vindo da Inglaterra, Miller descobriu que sua estrela em ascensão tinha ganhado peso. Hepburn, que passava horas com o então noivo Jimmy Hanson, decorou suas falas apenas “fazendo leituras do papel ao invés de interpretá-las com sentimento”, de acordo com Alexander Walker em “Audrey: Sua história”. O diretor Raymond Rouleau ordenou que sua protagonista entrasse nos eixos.

… Mas explodiu na noite de estreia
Pronta ou não, Hepburn de 23 anos encarou a multidão da Broadway em 24 de novembro de 1951. Ela foi imediatamente adorada. “Suas qualidades são tão vencedoras e certas que ela foi o sucesso da noite,” elogiou o The New York Times. “Ela foi capaz de exaltar um espetáculo que podia ter sido vergonhoso”, Esquire revelou. Dias depois a abertura, Walker observou em “Audrey: Sua História” que a placa neon da peça se transformou em “Gigi com Audrey Hepburn” para “AUDREY HEPBURN em Gigi.”

Um musical não era parte do plano
Hollywood Studios, incluindo MGM, estavam interessados em Gigi desde 1950, mas a história violava o código moral da Motion Picture Production. “A problemática é tão essencial pra história que não podemos sugerir eliminar esses fatores pra ficar em conformidade com o código” declarou Joseph Breen, representante da censura. O Produtor Arthur Freed (An American in Paris) insistiu, levando a história de Colette com o roteiro de Loos para aprovação da censura em 1953. Continuou negado. Um ano se passou. Loos procurou Freed, pedindo-o que transformasse Gigi num musical. A inspiração bateu, e Freed convocou um time criativo.

O time criativo precisava de convencimento
Freed esperava que um filme musical de Gigi seria o projeto perfeito para o diretor de An American in Paris, Vincente Minnelli – mas Minnelli não tinha interesse na peça, que ele classificou como “cômico demais” e, por fim, “não muito bom”. Depois, Freed e Minnelli procuraram por Alan Jay Lerner e Frederick Loewe. Lerner aceitou, mas Loewe, que insistiu ser fiel ao teatro, recusou. Em 1957, Lerner enviou um roteiro que agradou o código moral da produtora MGM. Esse roteiro, mais o convite para escrever musicas de Paris, definitivamente convenceram Loewe a topar.

Gigi marcou o fim de uma era
Gigi, estrelando Leslie Caron como Gigi e Louis Jordan como Gaston, levou nove Oscars em 1958, incluindo Melhor Filme. O sucesso foi desafiador e significante para MGM, a mestre dos filmes musicais. “Gigi foi [para a MGM] o último suspiro antes do sistema do estúdio quebrar enquanto tentava se adequar a mudança de gostos de uma nova geração moderna”, comentou o crítico de filmes clássicos Andrea Passafiume. Isso, e o crescimento do movimento feminista, talvez expliquem porque a adaptação musical de Lerner e Loewe para a Broadway de 1974, estrelando Karin Wolfe como Gigi e Daniel Massey como Gaston, acabou após 103 apresentações.

O musical volta ao topo
A executiva da MTV Jenna Segal assistiu Gigi pela primeira vez aos 6 anos enquanto ela sofria de uma dor de estômago. Se tornou seu entretenimento contínuo durante a semana – e a inspiração por trás de sua segunda carreira. Segal, que não tinha nenhuma experiência como produtora da Broadway, gastou 8 anos tentando trazer Gigi até a Broadway. Ela mesma comprou os direitos de Lerner e Loewe, contratou a escritora Heidi Thomas e o diretor Eric Schaeffer e investiu 12 milhões de dólares. “Eu sou de New Jersey, a gente não desiste,” Ela contou ao The Bergen Record.

No começo, Vanessa Hudgens estava incrédula
Evan Hainey, empresário de Vanessa Hudgens, conseguiu um teste para sua cliente no papel principal da nova adaptação. A favorita de High School Musical estava desacreditada. “Eu liguei pra ele de volta e falei tipo, ‘Evan, você realmente acha que eu deva fazer isso? Eu não sei como eles me veem como uma adolescente em Paris no final do século passado’, ela contou ao The Washington Post. ‘Eu sou Filipina’. Ele disse, ‘Não, eles estão interessados.’” Assim que Hudgens terminou o teste, Segal mandou a proposta a ela.

Uma Gigi para a nova geração
Depois de uma temporada de sucesso em Washington, D.C., a recém transformada Gigi está pronta pra Broadway. A jovem agora tem 18 anos e de acordo com Hudgens ela é “meio punk”. Gaston tem 25 e é uma celebridade tipo o príncipe Harry. A música-tema “Thank Heaven for Little Girls” agora é cantada pela tia e avó de Gigi, não Honoré Lachaille. “Tivemos que tirar o fator de perversão da história, essa foi a missão desde o primeiro dia”, Schaeffer contou ao The New York Times. “Gigi é muito forte, independente e fortalecedora”, Hudgens disse a Broadway.com. “É uma história importante para ser contada para o público moderno dos dias atuais” Então se prepare – e traga a família toda!

Clique aqui para conferir a matéria original.

Tradução exclusiva do Vanessa Hudgens Brasil, se copiar não esqueça dos créditos!

Categorias: Broadway, Gigi, Notícias, Teatro

This post discussion is closed.

Pesquisar

Assista Vanessa Hudgens
Vanessa Hudgens Brasil Todos os direitos reservados