21.01.2014
Postado por VHBR

O site NJ.com publicou uma matéria bem interessante contando a trajetória da carreira de Vanessa, em meios à trechos de uma entrevista com a atriz, que falou sobre seus filmes, dando maior destaque à Gimme Shelter (seu mais novo lançamento). Confira a tradução exclusiva feita pela nossa equipe abaixo:

“ ‘High School Musical,’ “, diz Vanessa Hudgens com um suspiro, “realmente parece que foi há uma vida atrás.”

Não faz tanto tempo assim – o primeiro filme da Disney lançou na TV em 2006 – mas você tem que perdoar a atriz pelo exagero. Pra começar, ela tem 25 anos, então oito anos são, tecnicamente, um terço de uma vida atrás. E mais, nos últimos anos, ela trabalhou duro para criar outra vida para si mesma, pelo menos nas telas.

Ela foi, por exemplo, a sarcástica e gótica garota, Sa5m, (“O 5 é mudo”) no cômico “Bandslam”. Blondie, a durona prostituta – ou ela é apenas uma confusa detenta num asilo? – na deliberada e delirante aventura com ligas de armas em “Sucker Punch”.

Colocando a cereja no topo?

Ano passado no filme cor de neon, agressivamente provocativo “Spring Breakers”, com Hudgens fazendo uma aluna de faculdade imoral com gosto para biquínis fio dental e sexo casual sem-vergonha e violência.

Então, é, você pode ver onde Troy e Gabriella e romances de sala de aula podem realmente parecer VÁRIAS vidas atrás.

Continuando a falar da transformação de Vanessa Hudgens no drama indieGimme Shelter”, que foi feito em 2011 mas só agora está sendo lançado. Filmado em Jersey, a atriz estrela como Apple, uma adolescente sem-teto e grávida fugindo de sua mãe violenta e viciada em drogas.

Eu amei a coragem geral que o roteiro trouxe,” a atriz diz. “Eu sempre fui fascinada com a dor pela qual as pessoas passam – é realmente uma emoção humana, nós todos sentimos, e todas as mudanças são de uma dimensão que temos que lidar. E amo mulheres fortes e sem medo e Apple é uma sobrevivente.

O filme – que mostra Apple procurando por seu pai biológico nos subúrbios de luxo, e passando um tempo nas frias ruas de Newark – é vagamente baseado nas histórias do trabalho de Kathy DiFiore, da qual a Organização Ramsey, Several Source Shelters, têm ajudado mulheres abusadas e adolescentes grávidas por décadas.

Hudgens se preparou para o papel passando um tempinho em um dos abrigos de DiFiore, e algumas pessoas que passam por isso na vida real aparecem no filme.

Elas são fortes jovens mulheres, foi incrível conhecê-las,” Hudgens diz. “Quero dizer, fazer o que elas fazem e escolher o que elas escolhem é muito, muito incrível – ainda fico boba quão forte e poderosas essas garotas são. Eu sou muito grata por passar um tempo lá, para entender o que elas estão passando, o que as anima, do que têm medo, e apenas entrar na cabeça delas, apenas ficar em seu mundo um pouco.

Não era um mundo que Hudgens estava exatamente familiarizada. Ela não cresceu rica nem mimada. Nascida de um pai bombeiro e uma mãe que trabalhava num escritório na cidade trabalhora e multi étnica Salinas, Calif. – Hudgens é Espânica, Chinesa, Filipina, Irlandesa e Nativa Americana – ela lembra de se mudar muito. Ela não se lembra de encaixar-se muito bem, ou até fazer amigos.

Eu não ficava em um lugar o bastante para fazer muitos amigos próximos”, ela diz. “Mas o bom era que, eu era boa em conhecer as pessoas bem rápido.

Foi bastante valioso quando a carreira dela decolou e ela se encontrou no show business super competitivo para jovens. Hudgens faz musicais teatrais desde pequena – “Honestamente, eu sempre amei” – mas logo ela começou a ir em audições de verdade. Aos 10 anos, conseguiu um comercial. Pouco tempo depois, a família mudou para Los Angeles, onde Hudgens começou a aparecer em séries de TV, conseguindo um papel enérgico no filme indie “Thirteen” e o filme de ação infantil “Thunderbirds”.

Eu sempre amei atuar como um jeito de me expressar”, ela diz. “Mesmo assim eu só comecei a ver isso como uma profissão recentemente, realmente comecei a trabalhar duro e perceber quanto trabalho e compromisso leva para fazer certo. Principalmente porque venho fazendo essas aulas com Larry Moss. Ele é um dos melhores professores de atuação por perto – de verdade, eu sento e fico apenas absorvendo como ele é incrível.

Não havia tempo para absorver nada quando o primeiro “High School Musical” saiu em 2006. O Disney Channel – mais para Máquina Disney – estava produzindo vários filmes para a televisão na época, e vários afundaram rapidamente por popularidade.

Mas algo neste filme –a trama Ei-Pessoal-Vamos-Fazer-Um-Show, o elenco, as possibilidades óbvias e fáceis promocionais com a rádio Disney, CDs e tours patrocinadas – levou-o para outro nível de popularidade e, sim, mania.

Foi um furacão,” Hudgens diz. “E, sabe, honestamente, eu tinha 16 anos, eu não fazia ideia do estava acontecendo. Quero dizer, eu sabia, mas não entendia exatamente quão grande fora. Foi uma honra ser parte, e eu prezo isso agora, mas na época? Foi desconcertante. Foi simplesmente loucura.

A loucura cresceu para incluir não só os inevitáveis álbuns, performances ao vivo e comercialização em geral mas duas sequências, a segunda um hit de lançamento. Para Hudgens, também, um relacionamento de cinco anos com o colega de elenco Zac Efron. E também – particularmente chocante antes das “selfies” e do “sexting” virarem tão tristemente onipresentes – fotos nuas da até então pouco conhecida atriz.

Não é um assunto – obviamente – que Hudgens quer conversar mais (na época, ela chamava de “extremamente traumatizante” enquanto dizia que esperava que “todos os meus fãs possam aprender de meu erro e fazer decisões inteligentes.”) Ainda, ela não consegue disfarçar seu desgosto por fofoca em geral, e o novo “aquário” que ela e outra celebridades têm que nadar dentro.

Naquele tempo, o único jeito de você ver seu ator favorito era pagar uma entrada e entrar num ambiente escuro e vê-los maiores do que na vida real numa telona,” ela diz. “Agora com a Internet você pode ver o que eles e seus filhos estão fazendo a cada minuto do dia. E pessoalmente não sou a favor disso. Não acho que é certo. Atores são os barcos para as histórias, não objetos para análise. Não deveriam viver como animais enjaulados.

Claro que, se for uma jaula, não é exatamente uma jaula triste.

A máquina Disney fez Hudgens muito popular, rica e famosa jovem estrela, com uma grande carreira, turnês e acordos lucrativos. No entanto também a fez de engrenagem naquela máquina, uma celebridade cuidadosamente cuidada e constantemente pronta para a vida de modelo em revistas teen, talk shows e Meet&Greets em shoppings.

A imagem – fabricação pode ser limitada, e isso pode ser particularmente sufocante para jovens mulheres. Jovens estrelas – pense em Ashton Kutcher, Justin Timberlake ou Neil Patrick Harris – podem, se conseguirem manter a aparência, envelhecer com um status de galã.

Mas mulheres – não só das expectativas da sociedade ou de sua própria impaciência – têm um momento difícil crescendo graciosamente. Elas tendem à a serem exploradas – ou, em esperanças de manter o controle em sua própria imagem, correr para explorarem à si mesmas, primeiro.

Pense em Lindsay. Britney. Miley.

Acho que é definitivamente mais difícil para as mulheres,” Hudgens diz sobre o dominante padrão duplo. “Nós temos imagens fortes de mulheres como garotinhas, algumas pessoas não querem vê-las crescerem, querem manter essa imagem delas nessa idade em particular. Ou imaginamos mulheres como mães… nós tendemos à prendê-las nesses papéis e ter grandes problemas aceitando-as como qualquer outra coisa. Eu, eu sinto que não há nada mais sexy que uma mulher forte. É quem eu quero interpretar.

É quem ela vem interpretando ultimamente, mesmo que sua sensualidade às vezes beira o desprezível – muitas de suas recentes personagens, como Cereza em “Machete Kills”, passa um bom tempo em bordéis. Sua força frequentemente vira em violência, também. Como Blondie em “Sucker Punch”. Ou Candy em “Spring Breakers”, um festival de decadente nubilidade que trouxe a estrela teen atual Selena Gomez como colega de elenco, e deu a James Franco uma virada Gatsby-virou-gangster como um rapper branco que leva as garotas à bizarra criminalidade.

Algumas críticas colocam o filme na lista de Dez Melhores. Algumas críticas colocam na lista de Dez Piores. Hudgens simplesmente coloca como uma de suas melhores experiências.

Eu amei o roteiro, eu amei James Franco como Alien, eu amei tudo,” ela diz. (Diretor) Harmony Korine é tão único, o único de seu tipo – e ele nem geralmente usa atores, então para ele me querer para isto foi uma oportunidade e tanto. Eu sabia desde o início que seria um viagem.

Mas onde – após o selo de aprovação do pai, as grandes aparições da ídola teen começa, depois de sua imagem indie durona quebradora de barreiras – a própria jornada de Hudgens está a levando agora?

Ela não tem certeza.

Mas,” ela diz, “Vou definitivamente cavar mais fundo no processo disso tudo. Eu não sei qual é o meu próximo desafio. Eu sinto que quando você continua crescendo, os desafios crescem junto com você, sabe? Mas é uma coisa boa. E seja lá o que forem, você só tem que trabalhar neles, e ir para o próximo.

Para conferir a matéria original, clique aqui.

Tradução exclusiva do Vanessa Hudgens Brasil. Não copie sem dar os devidos créditos!

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