08.01.2015
Postado por VHBR

O site Playbill publicou uma matéria contando alguns detalhes sobre o musical “Gigi”; que também conta com uma entrevista com Vanessa, seu par romântico Corey Cott, o diretor Eric Schaeffer e a escritora Heidi Thomas (que não pouparam elogios à Hudgens).

Confira a tradução exclusiva feita por nossa equipe abaixo:

Porque Vanessa Hudgens tem “algo” que encanta a Broadway com Gigi? Ela nos conta

A sensação de “High School Musical”, Vanessa Hudgens, é o centro da nova adaptação de Gigi, que vai para New York após a temporada de estreia em D.C. Aqui está o porque.

Se a mistura da Gigi de Alan Jay Lerner e Frederick Loewe, com uma nova adaptação literária da escritora britânica indicada ao Emmy, Heidi Thomas, chega à Broadway logo após o primeiro mês de apresentações no John F. Kennedy Center for the Performing Arts (esse é o plano, mesmo que nada tenha sido confirmado pela Broadway), assim será a primeira grande estreia de Vanessa Hudgens.

Estando sob os holofotes desde adolescente com a franquia “High School Musical”, grande sucesso da Disney – e vendo sua vida pessoal protagonizar tabloides e escândalos na internet – ela se sente pressionada? “Não”, ela diz, firme. “Você não pode viver sua vida sob os olhares de outras pessoas.”

Ela vê as coisas do mesmo modo que Gigi. Gigi, a despreocupada cortesã em treinamento, que protagoniza o musical, é conhecida por sua autenticidade.

“Nos tempos modernos, tudo é tão sexualizado, principalmente as jovens – é isso que vende”, Hudgens aponta. “E, nessa [peça], não se trata disso! Se trata da pureza e determinação que você tem como indivíduo para buscar sua própria felicidade. Isso é tão mais poderoso do que qualquer coisa sexual. Aliás, ela nasceu numa época em que as mulheres jovens ficavam presas numa caixa. Ainda hoje, [se] você é jovem e mulher, as pessoas querem te empurrar pra essa caixa, como se você tivesse destinado a ser daquela maneira, [mas] Gigi diz: Isso não é certo pra mim. Eu não quero ser essa pessoa. Eu não vou sê-la. Eu vou fazer meu próprio papel, vou ser eu mesma. E isso é tão poderoso e vai fazer com que as mulheres se lembrem de serem elas mesmas – não importa quão difícil seja.”

Enquanto Mamita Alvarez (Victoria Clark) e tia Alicia (Dee Hoty) criam Vanessa e a ensinam etiqueta, charme e graciosidade, ela se transforma de menina para mulher, e Gaston (interpretado por Corey Cott, mais conhecido pelo sucesso da Disney, “Newsies”) prende os olhares nela.

“O legal dessa peça eu acho que é mais do que um musical de época”, diz Cott. “Eu acho que é uma redefinição do que significa ser uma mulher e um homem na sociedade de todas as gerações… Acho que todos da peça são inspirados a seguir o exemplo do caráter de Gigi, no sentido de redefinir o que significa estar vivo e ser uma mulher naquele tempo em que era bem difícil ser mulher. Os homens controlavam tudo. Elas não tinham muita oportunidade. Se uma mulher quisesse ter controle de algo, ela tinha que ser cortesã ou amante. Está sendo desafiador observar isso e também passar por esse desenvolvimento [o contexto histórico da época] de um jeito diferente de como foi com Jack [em Newsies]. Além disso, o Gaston… Até o fim da peça tem um amadurecimento – percebendo que Love [e] paixão verdadeira têm mais importância do que coisas materiais, joias ou fama…”

Todos no musical estão buscando autenticidade, como aponta Heidi Thomas, autora do livro. “Gigi quer uma experiência que pareça autêntica pra ela mesma”, ela diz, “E eu acho que muitos de nós estamos buscando essa autenticidade no mundo moderno, e eu acho que o teste de algo realmente clássico é que funciona de diferentes maneiras para cada nova geração”.

“Gigi” é, de fato, realmente um clássico. Audrey Hepburn originalmente interpretou a protagonista versão para os palcos em 1951, adaptada por Anita Loos do romance de Colette de 1945. E, no filme de 1958, dirigido por Vincente Minnelli e estrelando Leslie Caron como a protagonista, recebeu 9 Oscars incluindo o de Melhor Filme e foi selecionado para preservação no United States National Film Registry pelo Library of Congress em 1991. A adaptação musical, estrelada por Karin Wolfe, chegou pela primeira vez à Broadway em 1973.

O que levou Vanessa Hudgens a ser a próxima Gigi? “Muitas coisas, honestamente!” ela diz com entusiasmo. “Digo, o fato de que tantas mulheres maravilhosas interpretaram Gigi – Leslie Caron, Audrey Hepburn – são passos muito épicos para seguir! Eu pensei: porque não segui-los? Vai ser um bom desafio! E também, a musica de Lerner e Loewe é maravilhosa. Eu cresci com My Fair Lady, aquela energia que eles têm na musica passa pra tudo que eles fazem e tem esse mesmo espírito. E, a personagem… Eu sinto que é raro encontrar uma personagem que tem uma transformação tão maravilhosa, uma história importante e alguém que é tão puro, honesto e verdadeiro com si próprio. Ela é um exemplo incrível. Eu queria ser ela, e agora eu vou ser.”

Quando o diretor Eric Schaeffer e a escritora Heidi Thomas viram a audição de Hudgens, eles sabiam que tinham encontrado A pessoa certa, mesmo que a intenção inicial era não escolher nenhuma celebridade para o papel.

Schaeffer adimitiu, “Eu posso dizer, como diretor, raramente acontece [de] alguém entrar, fazer a audição, sair da sala e te deixar tipo: ‘É ela!’ E foi exatamente isso que aconteceu com Vanessa. Ela entrou, memorizou tudo para a audição, e ela tinha algo mais. Não tem como rotular, imitar ou reproduzir o que ela tem. Eu fiquei tipo: ‘Contrate-a. Ela é Gigi’. E, [quando] planejamos originalmente, nós pensávamos que acharíamos alguém anônimo e a faríamos famosa…”

Thomas interveio: “Audrey Hepburn foi descoberta. Colette, a romancista, a viu andando pelo lobby do hotel e disse: Ela é minha Gigi. (…) Eu realmente acho que com Vanessa nós temos a merecida sucessora de Leslie Caron e Audrey Hepburn porque ela simplesmente tem algo. Nós não podemos interferir nisso. Nós estamos há meses tentando entender: Porque ela é tão mágica? Ela apenas é! Vanessa é Gigi”.

Como e porque Hudgens se conectou tão forte com a personagem? “Meu coração é tão infantil”, ela disse, “e quando eu posso ser como criança, é quando eu sou mais feliz, e é quando eu brilho mais. Na audição eu fiz a cena em que eu sou a versão mais jovem de Gigi e foi exatamente assim. E, quando eu sou aquela pessoa, é a versão mais feliz de mim mesma, e eu acho que isso transparece. Acho que é contagioso, sabe? Então eu fiz isso e acho que foi o que os deixou empolgados. Eu não tinha preparado outra cena, [mas] eles me pediram, então eu fui pra uma sala sozinha durante 10 minutos, me preparei, voltei e fiz. Eu também sei me portar como mulher… Estar nessa indústria, ir a tapetes vermelhos e ser uma pequena jovem de negócios, você aprende a lidar consigo mesma e a se portar. Eu acho que eles puderam ver esses meus dois lados, que também são dois lados de Gigi, então funcionou muito bem.”

Ela acrescentou, “Eu estou feliz. Estou apaixonada com o que estou fazendo. Eu estou nas nuvens, e eu acho que vai ser absolutamente maravilhoso.”

As performances começam em 16 de janeiro, no Kennedy Center.

Clique aqui para conferir a matéria original.

Tradução exclusiva do Vanessa Hudgens Brasil, se copiar não esqueça dos créditos!

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