09.04.2015
Postado por VHBR

Com a noite de abertura de “Gigi” ontem, várias reviews (críticas) ao musical estão sendo divulgadas. O TheaterMania liberou a sua, elogiando muito a atuação de Vanessa e ao espetáculo.

Confira a mesma traduzida exclusivamente por nossa equipe abaixo:

Graças aos céus por Vanessa Hudgens! Quando a ingênua de High School musical desce a grande escada no começo do remake de Gigi de Lerner e Lowe por Eric Schaeffer no Teatro Neil Simon, você não consegue parar de sorrir. É o mesmo sorriso enorme que brota no seu rosto assistindo a encantadora Leslie Caron no filme de Vincente Minnelli. Nessa versão da Broadway, Vanessa Hudgens é um raio de sol rodeada de nada menos que estrelas.

Mesmo ganhando o Oscar de Melhor Filme em 1959 e a Melhor Peça no Tony de 1974, não é uma obra na memória das pessoas, pode ser até mediana comparada com clássicos tipo My Fair Lady e Brigadoon. Mesmo assim, foi uma decisão bem vinda recriar uma versão musical pra essa produção, adaptando musicas e dando um pouco mais de presença à personagem do titulo. No entanto, apesar do toque especial de Heidi Thomas pra essa super produção, é difícil que Gigi se torne uma das queridinhas dos musicais da América.

Thomas, criadora da série Call the Midwife, recoloca a protagonista no centro da trama, como era no romance original de Colette. A Gigi do filme de 1958 e do musical de 1973 era uma personagem secundária, uma adolescente criada pra ser cortesã pelo resto da vida, com uma porção de desejos sexuais de Honoré Lachaille (Maurice Chevalier no inesquecível filme, Howard McGillin atualmente) na despreocupada Belle Époque de Paris. A versão de 2015 ainda se passa em Paris de 1900, um lugar onde homens ricos buscam afeto de amantes, e Gigi está fadada a seguir esse caminho. Entretanto, nessa versão, ela foi escrita como uma jovem moderna florescendo, que busca independência e liberdade da mentalidade ultrapassada de sua família.

Pra amenizar a história, Thomas aumentou a idade de Gigi de 15 para 18 anos e diminuiu uma década do interesse amoroso rico, entediante e galinha dela, Gaston (Corey Cott, no papel que Louis Jourdan interpretou no filme), tornando-o um relacionamento apropriado. Thomas também solucionou o problema da música mais famosa “Thank Heaven for Little Girls” – originalmente cantada por Chevalier enquanto ele observa as meninas brincando – entregando-a para ser cantada pela atenta avó de Gigi (vencedora do Tony, Victoria Clark) e a devota tia Alicia (Dee Hoty).

Além disso, Thomas desenvolveu melhor os personagens principais: Deu a Gigi um lado mais independente (uma boa escolha); Gaston é um filantropo; Sua primeira mulher, Lianne d’Exelmans (Steffanie Leigh), agora é aspirante a cantora. E a história de amor secundária, entre Mamita e Honoré, está no ponto para trazer muitos sentimentos com “I Remember It Well”. Mesmo assim, o livro não leva todo o peso e a produção de Schaeffer pareceu sem propósito.

Em sua estreia na Broadway, a vivaz Hudgens faz uma Gigi ideal, uma menina animada e enérgica com um talento cru e carisma de sobra. Seja dançando pelo palco proclamando o quanto ela não entende o amor durante “The Parisians” ou em sua melhor musica e melhor atuação, no momento em que percebe que ela prefere estar miserável com Gaston do que sem, Hudgens não é apenas convincente, é verdadeira. Não dá pra tirar os olhos dela.

Cott não se sai tão bem como o protagonista, o cara que não se arrepende de nada. Se tivesse sido melhor dirigido talvez ele encontraria um jeito melhor de interpretar seu personagem sem graça, mas desse jeito, você nunca sabe se os sentimentos dele por Gigi são de irmãos ou de interesses romântico. Sua performance da música do titulo emociona, mas ele mostrou apenas uma faísca quando precisava estar incendiando.

Vocalmente, é Clark que ganha a produção, impondo maravilhosamente seus nuances sopranos cuidadosos em músicas como “Say a Prayer” e servindo como uma experiente companheira para a agradável Dee Hoty. Pra terminar, ela também tem cria uma parceria afetiva com McGillin, e as cenas românticas deles são dignas de “awwn” – mesmo que o papel dele tenha sido tão diminuído do que era no filme que nem era necessário incluí-lo.

Se algo do espetáculo pôde aumentar a magia, foram números como “The Night They Invented Champagne”, que conta com 16 dançarinos experientes jogando no ar bolhas das garrafas, e “I Never Want to Go Home Again”, que foca na protagonista correndo pelo palco. Como o seu trabalho de tirar o fôlego em On the Town anteriormente na temporada, a coreografia em ballet de Joshua Bergasse é o maior destaque.

Similarmente, o trabalho da equipe de desenho também ficou no topo. O cenário de Derek McLane é um tributo adorável a Cidade das Luzes, com a réplica da Torre Eiffel centralizada em todas as cenas. O figurino resplandecente de Catherine Zuber, coloridos em tons pastéis, foram incrementados com o brilho cinematográfico de Natasha Katz; todos esses elementos combinados criaram uma ótima alusão a técnica de filmagem technicolor. Uma orquestra de 11 membros, sob a direção musical de Greg Jarret, lucidamente toca a orquestra vívida de August Eriksmoen pelo som cristalino desenhado por Kai Harada.

Com tudo isso dito, Gigi é um pouco inconsistente, mesmo com o legado de Lerner e Loewe. A obra pertence a Hudgens e todos nós sabemos disso. A jovem atriz dá um empurrão de animação mais que necessário a uma obra que soube usar cada pedacinho disso.

Clique aqui para conferir a review original.

Tradução exclusiva do Vanessa Hudgens Brasil, se copiar não esqueça dos créditos!

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