21.05.2015
Postado por VHBR

Vanessa é capa da mais nova edição da revista americana Backstage Magazine, que já está disponível para compra nas bancas dos Estados Unidos. Para a edição, Hudgens realizou uma sessão fotográfica com o fotógrafo Matt Doyle e ainda uma entrevista exclusiva, onde falou sobre “Gigi” e seu futuro projeto “Grease: Live!”.

Confira a mesma completa e traduzida exclusivamente pela equipe do VHBR abaixo:

Vanessa Hudgens interpreta ‘Gigi’ como você nunca viu.

Vanessa Hudgens tem um problema: “Claro que você tem uma ideia do que é fazer oito shows por semana, mas realmente fazê-lo é uma história totalmente diferente”, diz ela após vários meses encarnando a personagem-título de “Gigi”, primeiro em Washington, DC, e agora na Broadway. “É um trabalho pesado e é monótono. Mas é emocionante, e estar em um fluxo constante eu acho que é bom para a sua cabeça”.

Hudgens está balançando suavemente em uma cadeira de couro preta com uma bota de cano longo. Ela está tentando relaxar em uma sala de conferências antes de mais uma vez entrar na belle époque de ‘’Gigi’’ no Neil Simon Theatre. Embora ela esteja cantando e dançando neste papel durante a maior parte do ano, o desempenho da noite anterior foi o primeiro que Hudgens conseguiu dizer para si mesma: “Aquilo pareceu certo – senti isso nas minhas entranhas”.

Gigi é a ponte perfeita entre a ficha limpa do seu passado na Disney e suas tentativas de se libertar do confinamento da Disney com projetos como “Spring Breakers”. Originalmente imaginado por Colette, Gigi é uma menina adolescente criada para ser uma cortesã pela avó e tia, para lisonjear e atrair dinheiro e joias de homens ricos e mais velhos. Através de suas várias encarnações, a efervescente prosa sexy do conto original de Colette tem sido sistematicamente suavizada até esta versão, em que qualquer referência ao sexo por dinheiro foram apagadas. O musical é agora um conto de poder feminino, uma “Gigi” amigável para a era Instagram.

No início do show, Gigi ainda é menina, flutuante, e efervescente com canções sobre o champanhe e as praias de Trouville, França. Mas uma vez que sua avó e tia decide que é hora de crescer, Hudgens fica toda elegante e anda com vestidos longos, capturando a atenção romântica do milionário mais cobiçado da cidade, Gaston Lachaille (Corey Cott).

“Assim que eu consegui o papel, o aspecto vocal foi a minha principal preocupação”, diz ela. “Meu maior medo é estar em um palco da Broadway e errar uma nota, soar plana e depois afiada, na hora errada.”

Depois de trabalhar em suas canções diariamente e reforçar a sua capacidade vocal com a ajuda de um treinador e de exercícios vocais, ela agora diz que tem controle sem precedentes sobre seu corpo e voz. Consegue dançar a coreografia de Joshua Bergasse, e cantar ao mesmo tempo. Com a prática, a sua respiração lhe permitiu alcançar um novo senso de consciência física e um “estado zen” durante a execução. Do mesmo jeito que ela fica zen quando precisa se jogar em uma cadeira, no final de um número super agitado, exausta, antes de se dirigir para o próximo número.

“É uma coisa estar fisicamente apta, mas é outra totalmente diferente cantar enquanto você está se movimentando”, diz ela sobre o que é uma verdadeira ameaça tripla. “Algumas noites minha voz vai estar muito cansada e eu tenho que lembrar de me manter no ponto certo, porque se eu não fizer isso, minha voz desliza para o fundo da minha garganta e fica toda rachada, o que é horrível para mim.”

No centro das atenções desde então, o status de celebridade de Hudgens faz algumas cenas em “Gigi” sobre como lidar com a fama, fluírem mais facilmente. Felizmente, suas experiências com tabloides e paparazzi proporcionaram informações valiosas para repassar a Cott sobre interpretar alguém que chama a atenção de todo mundo. O aumento na ética de trabalho de Hudgens e seu foco em cuidados com a voz é uma mudança drástica da garota que passou por turnês em todo o mundo, na esteira do grande sucesso da Disney “High School Musical” e seu álbum solo subsequente, “V”, sem se aquecer. A jovem artista se baseou inteiramente no talento natural até que ela percebeu que não seria suficiente para empurrá-la de boa à ótima.

“Você olha para a nossa sociedade e vê como as pessoas se tornam obcecadas com ícones da cultura pop – eles são apenas pessoas”, diz Cott. “Eu não passei por essa experiência do nível que a Vanessa tem, então eu perguntei o que ela achava sobre isso; pequenos detalhes de como é andar de sua casa para um café e ter fotografias tiradas de vocês a partir do segundo você sair… Isso é que é ser o Gaston. Ele é como o Justin Bieber da época”.

Hudgens e Cott desenvolveram uma amizade através de brincadeiras, que ele diz que é da natureza do relacionamento entre Gaston e Gigi no primeiro ato. Cott brincava com ela antes dos shows, soltando frases “HSM” como, “Vamos lá. Você tem que manter cabeça no jogo, Vanessa” [referência à canção Get’cha Head In The Game], ou “Vamos até o topo!” [referência à canção Bop To The Top] Para fazê-la rir. Sobre sua dinâmica ele diz, “Ela me faz sentir vivo no palco.”

Sua co-estrela concorda com tudo, sentindo que ela retornou às suas raízes no teatro. “Eu era muito, muito tímida quando eu era criança”, diz Hudgens. “Sempre que alguém iria entrar em casa eu me escondia atrás da minha mãe, e estar no palco foi a primeira vez que me senti confortável.”

Enquanto ela admite estar longe de sua terra natal, Califórnia, amigos, família e namorado (o ator Austin Butler) é difícil, ela se sente em casa no Neil Simon.

“Estar na Broadway é algo que eu sempre quis fazer, mas você nunca consegue se preparar totalmente tendo a certeza de que isso vai acontecer de verdade”, diz ela. “É assustador, mas quantos anos passam e você se pergunta: O que eu fiz para mim mesmo esse ano? E você não sabe! O que é melhor para fazer do que estar na Broadway?”.

O ENCAIXE MAGINIFICO

O papel da Gigi se encaixa em Vanessa Hudgens como uma roupa perfeita – mas isso nem sempre é uma coisa boa.

“Eu comecei a ficar irritada comigo mesma porque é como colocar um velho par de jeans”, diz ela sobre se apresentar seis dias por semana. “Você sabe que eles se encaixam você não tem que pensar nisso. Você pode apenas passar pelos os movimentos e saber o que você está dizendo. E então você fica chateada com você mesma, porque você não está presente, e tem todo este espiral descendente.”

A atriz diz que ela oscila entre ficar no palco e compreender o que significa ser um ator, e ficar pensando que ela não merece ser um. Mesmo quando ela sente que tem tudo planejado, e fica dizendo a si mesma, “É assim que a cena deve ser feita”, tentando replicar uma entrega “perfeita”, raramente sai como planejado. “O momento que você começar a tentar controlar ou recriar uma emoção ou um momento, ele não funciona. Isso te leva para fora e você não está presente”, diz ela.

Mas suas lutas atuais certamente irão prepará-la para 2016, quando ela vai assumir outro papel icónico como Rizzo na transmissão da Fox “Grease: Live” Ela diz que sempre pensou em si mesma como uma Sandy, mas ela está ansiosa para interpretar uma “bad girl”.

“Vai ser bem difícil não sorrir o tempo todo”, diz Hudgens, com uma risadinha. “Isso é apenas o meu estado natural, e com Rizzo, você tem que trabalhar duro para conseguir um sorriso em seu rosto.”

Clique aqui para conferir a matéria original.

Tradução exclusiva do Vanessa Hudgens Brasil, se copiar não esqueça dos créditos!

Confira clicando em qualquer miniatura abaixo os scans e a sessão fotográfica de V para a revista:

SCANS

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SESSÃO FOTOGRÁFICA

01 02 03 01

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