10.01.2015
Postado por VHBR

Vanessa realizou uma entrevista e uma sessão de fotos para o site The Washington Post, onde falou mais sobre o musical que protagonizará “Gigi”, sua vida pessoal e muito mais. Além de Hudgens, várias outras pessoas como seu pai Greg Hudgens e sua melhor amiga Laura New concederam depoimentos.

As fotos foram de responsabilidade do fotógrafo Jesse Dittma. Confira-as em nossa galeria clicando em qualquer miniatura abaixo:

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Confira a entrevista completa traduzida exclusivamente por nossa equipe abaixo:

Vanessa Hudgens, estrela de “High School Musical” gradua-se em Gigi

A estrela, usando um suéter vinho com bolinhas sob o corpo esbelto, leva a mão até a boca em uma tosse congestionada.

Vanessa Hudgens nunca pensou que ficaria doente no primeiro dia de ensaios para o pré-Broadway remake de Gigi.

“Não dá pra faltar o primeiro dia de aula”, ela diz com um sorriso.

É uma analogia inteligente considerando que Hudgens ficou conhecida com Gabriella Montez, a nerdzinha da franquia de sucesso da Disney, High School Musical.

Desde o fim da trilogia em 2008, Hudgens esteve ocupada. Ela gravou álbuns, atuou em nove filmes e sempre manteve sua vida social bem sucedida, graças, em parte, ao relacionamento com Zac Efron e a amizade de longa data com as melhor amigas Ashley Tisdale e Selena Gomez. Mas assim como a maioria do East High, Hudgens se esforça pra superar a imagem da Disney, após sua formatura.

“Gigi” é um novo começo. Com apenas 26 anos, Hudgens tem a chance de se reinventar nesse projeto da Broadway. Para isso, ela terá de ser convincente como uma ousada adolescente em Paris, no inicio do século XX, sendo criada para servir seu belo pretendente, Gaston. A atriz ainda terá que torcer pra que outros fatores caiam em seu favor.

A produtora Jenna Segal, experiente na indústria televisiva com a MTV e a Nickelodeon, trabalhou durante anos pra trazer esse musical para os palcos e cuidou da escolha de elenco como uma mãe superprotetora. Ainda assim, ela nunca produziu um musical antes. A própria “Gigi” tem um lugar privilegiado na história. Audrey Hepburn atraiu atenção da audiência na produção original de 1951 e Leslie Caron ajudou o filme de 1958 a conquistar o Oscar. Mas o retorno a Broadway em 1973 não deu certo, e o time por trás desse remake, o que incluiu o diretor de arte teatral da Signature, Eric Schaeffer, espera se distanciar desse último fracasso.

“Gigi” ainda não tem datas na Broadway, mas estreia em 16 de janeiro no Kennedy Center.

Esse é o plano. No primeiro dia, a febre da estrela protagonista aumentou. Segal, naturalmente, correu para a farmácia e voltou com uma caixa de remédios. Hudgens rapidamente tomou num gole só. Minutos depois, ela estava rodopiando no chão e testando passes de Michael Jackson.

“É isso”, diz a coreógrafa Alison Solomon enquanto ela finaliza.

Pessoa mais meiga do mundo

Pessoalmente, Hudgens é muito acessível. Ela não se acha ou exige um tratamento especial. É difícil distinguir sua risada animada enquanto interpreta a personagem das risadinhas que ela dá enquanto conversa normalmente.

“Vanessa é apenas uma bola de alegria”, diz a atriz Laura New, uma amiga íntima. “Eu nunca a vi de mau humor”.

“Ela é literalmente a pessoa mais meiga e carinhosa do mundo”, acrescenta Victoria Clark, a veterana nos palcos que interpreta a avó de Gigi.

É claro, ser uma bolha de fofura não é um pré-requisito pra ganhar 12 milhões de dólares de um investimento na Broadway. O que mais impressionou Clark sobre Hudgens foi o que ela viu quando o ensaio começou.

“Ela entra, sabe todas as falas e lembra as posições melhor do que eu, e essa é minha 13ª peça na Broadway”, ela diz. “Ela tem um talento triplo. Quando Vanessa dança, ela realmente dança. Ela está fazendo todas as coreografias difíceis que os dançarinos fazem. E não é nada fácil”.

Numa entrevista durante o intervalo do ensaio, Hudgens pega uma tigela de açaí com manteiga de amendoim pra tapear o almoço, enquanto a enchem de perguntas. Ela baixa a guarda, aberta a responder qualquer coisa e passando números de telefone que seus agentes tanto tentaram preservar. O que ela não quer é falar sobre sua estratégia de carreira. O que um sucesso na Broadway faria por ela? O quanto ela se sente pressionada por isso?

“Não depende só de mim. Há toda uma equipe” Hudgens diz, citando os nomes – e elogiando-os – dos produtores de design do cenário, figurino e diretor. “Se trata do espetáculo como um todo e de como a audiência vai se sentir”.

Hudgens sabe como “Gigi” a faz sentir. Depois de anos focando em filmes, ela se sente honrada por voltar aos palcos. A parte mais surpreendente dessa experiência, ela conta, é que ela lembra quando interpretou Cindy Lou Who, em 1998, com 9 anos, em “How Grinch Stole Christmas” no Old Globe em San Diego.

“Me dá vontade de tomar um chocolate quente nos intervalos e apenas curtir esse sentimento empolgante porque eu me sinto muito confortável com o que estamos fazendo nesse musical”, ela diz. “Eu fiquei surpresa com como esse sentimento é familiar pra mim.”

Conhecida no mundo todo

Hudgens começou cedo. A maior parte de sua infância foi na Califórnia, filha de Gina, uma nativa de Filipinas, e Greg, um bombeiro de Illinois e filho de um tocador de trompete. Greg e Gina mantiveram um relacionamento à distancia até que ele voou para o Sudeste da Asia para casar com ela. Eles voltaram para Califórnia juntos. Vanessa foi a primeira filha deles. Stella nasceu sete anos depois.

Gina, que é católica, fez questão que a família fosse à igreja todo domingo. O casal também se esforçou para que Vanessa tivesse boas aulas de dança e de canto. Eles perceberam pela primeira vez que ela tinha jeito pra apresentações numa peça de natal do jardim de infância.

Quando criança, Vanessa falou que queria ser pediatra. Aí ela começou a se apresentar. A produção de Old Globe para “Grinch” levou a outras peças e eventuais papeis em filmes, incluindo o drama de 2003 “Aos Treze” e a aventura de ficção cientifica em 2004 “Thunderbirds”.

“Eu fiquei desconfiado no começo”, admite Greg Hudgens, acrescentando que os pais dele se divorciaram quando ele era criança basicamente por causa da rotina que o pai dele tinha com shows. “Quando ela se envolveu mais, nós fizemos um trato. Enquanto ela ainda se dedicasse com a escola e mantivesse a cabeça fora das nuvens, continuaríamos a apoiando”.

A estrela de “High School Musical” na verdade jamais iria lidar com aulas de educação física, panelinhas nas mesas do almoço ou meninas malvadas. Ela estudou em casa, obtendo o diploma com 15 anos, ela conta.

“High School Musical”, que estreou em 2006, apenas algumas semanas depois do seu 17º aniversário, fez de Hudgens um nome muito familiar. O filme da Disney teve duas outras sequências e mudou sua vida pra sempre. Ela namorou o par romântico Zac Efron, lotou arenas e viu ofertas de filmes brotarem do chão. Ela também aprendeu que qualquer voltinha na esquina seria documentado pelo TMZ, JustJared e KpopStarz.

15 milhões de curtidas no Facebook

Ibope é uma benção e uma maldição de ser Vanessa. Uma volta no Central Park não é uma chance pra relaxar. É um evento espontâneo para fãs, com autógrafos e câmeras de celulares. Hudgens também teve que se desculpar por alguns incidentes embaraçosos envolvendo fotos nuas vazadas na internet.

A fofoca, no entanto, mantém seu marketing. É por isso que ela contratou uma empresa de Beverly Hills, Digital Media Management, pra administrar seus perfis oficiais no Facebook (15.401.799 curtidas), Twitter (4,8 milhões de seguidores) e Instagram (6,1 milhões). Sua influência em redes sociais é muito relevante.
“Nós acabamos de ganhar 15 milhares de seguidores no Instagram hoje?”  Segal, o produtor, mandou uma mensagem durante um ensaio logo após o natal.

“Sim”, sua assistente respondeu. “Hoje de manhã Vanessa postou duas fotos falando de Gigi”.

No natal, seu namorado Austin Butler postou uma foto de Hudgens em pé em frente à sua árvore usando nada além de um suéter natalino, de acordo com the Daily Mail em Londres.

Brian Ogilvie, um dos dançarinos de Gigi, viu a foto no Instagram. O cara barbudo, em New Jersey com sua família, prontamente tirou as calças pra imitar a foto dela. Hudgens, se divertindo, retuitou.

“Eu tinha 250 seguidores no dia anterior e agora eu tenho 2 mil”, Ogilvie riu.

Piadas a parte, o nome de Hudgens é outra ferramenta para uma produção tentando vender ingressos nesse mercado competitivo.

“Virão assistir pessoas que talvez nunca tenham visto essa peça antes”, disse Segal. “O alcance dela é inacreditável, muitas dessas pessoas nem vão ao teatro, mas estão comprando ingressos porque eles querem vê-la. Por um longo tempo a única coisa que tinha para esse público jovem foi Wicked”.

Filmada em 1-D

Vanessa realmente parece muito atarefada falando de sua carreira no cinema. Foi bem chamativa. Há muito tempo ela deixou pra trás a imagem de menina da Disney, interpretando uma festeira porra louca de Harmony Korine em “Spring Breakers”, uma prostituta em “The Frozen Ground” e uma grávida precoce em “Gimme Shelter”. Só a obra de Korine chamou atenção da crítica – alguns odiaram, outros adoraram o filme – e esgotou as bilheterias. Os outros papéis que apareceram, ela sentiu que eram muito unidimensionais. Uma vez, ela falou sobre sentir-se liberta por um papel e contou à Marie Claire que ela queria ser como Meryl Streep. Hoje em dia, ela diz que só quer ser ela mesma.

“Seu desempenho está no seu trabalho anterior, então as pessoas projetam isso em você e esperam apenas isso”, Hudgens disse. “Eles me viram interpretando uma stripper, viciada em drogas e prostituta, e agora eu recebo várias ofertas pra interpretar uma prostituta ou uma stripper”.

Ela ouviu sobre “Gigi” pela primeira vez em um momento ruim, ela admite. Hudgens estava no Coachella, um de seus festivais favoritos. Ela e seus amigos mal conseguiam se mexer. Todos queriam tirar fotos. Todos queriam autógrafos. Ela só queria relaxar e ouvir Arcade Fire.

Evan Hainey, seu agente, ligou pra ela pra falar sobre uma nova produção da Broadway de “Gigi”. Ele tinha conseguido que ela fizesse o teste.

Hudgens leu o roteiro, assistiu ao filme de 1958 e ouviu a trilha sonora.

“Eu o liguei de volta e fiquei tipo: Evan, você realmente acha que eu devo tentar isso? Eu não entendo como eu vou parecer uma parisiense adolescente no século XX. Eu sou Filipina. E ele disse: Não, eles estão interessados.”

Segal e o diretor Schaeffer ficaram tão surpresos quanto Hudgens quando ela combinou com a personagem.

“Eu sempre disse: Vamos transformar alguém numa estrela”, disse Schaeffer. “Vamos encontrar alguém que acabou de sair da faculdade e transformá-la numa estrela. Isso acabou quando Vanessa entrou. Ela é Gigi. Nenhum de nós pensou que isso iria acontecer.”

Assim que Vanessa foi embora depois de seu teste, Segal mandou um e-mail pra ela.

“Só queria que você soubesse que estamos te oferecendo esse papel, mas não é porque você é Vanessa Hudgens,” ela escreveu. “Estamos te oferecendo o papel porque você foi a melhor Gigi que entrou nessa sala.”

Com a noite de estreia se aproximando, Hudgens disse que está apenas trabalhando pra dar o seu melhor. Ela acha que as comparações com Hepburn, a linda mulher feminina que se tornou um ícone no cinema, são honradas e animadoras. Mas não lhe tiram o foco.

“Pressionada?” Ela repete quando alguém pergunta como ela se sente. “Me sinto pressionada por mim mesma quando não faço algo certo. Não pelas outras pessoas, mas pra minha própria satisfação e sentimento de ter conseguido. Pra realmente me orgulhar do que estou fazendo. Pensar por alguém de fora ou pelo futuro, eu prefiro não pensar em nada disso.”

Ela pausa pra comer mais açaí.

“Só estou tentando fazer o meu melhor.”

Clique aqui para conferir a matéria original.

Tradução exclusiva do Vanessa Hudgens Brasil, se copiar não esqueça dos créditos!

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