11.04.2015
Postado por Lucas Teixeira

O site Entertainment Weekly divulgou sua review (crítica) ao musical protagonizado por Vanessa, “Gigi”. Confira a mesma traduzida exclusivamente por nossa equipe abaixo:

Vanessa Hudgens, a famosa ingênua de High School Musical, escolheu o lugar perfeito para sua estreia na Broadway, interpretando a protagonista numa versão adaptada de Gigi, a mesma peça (mas, na época, não-musical) que alavancou a carreira de uma então desconhecida Audrey Hepburn, em 1951. Ambas adoravelmente desajeitadas, Hudgens compartilha as qualidades espirituosas de Hepburn (e um belo par de sobrancelhas), e é igualmente convincente na pele de uma menina brincalhona tirando sarro das suas lições de etiqueta, e depois, como uma jovem confiante que se recusa a deixar os outros tomarem conta de sua vida. A criação de Hudgens é absolutamente prazerosa – enérgica e divertida, em que seus olhos brilham, mesmo quando ela está rolando-os.

Sua filmografia tem sido bem distinta, com umas obras medianas no meio de sucessos, como o conhecido quase infantil High School Musical e o banho de biquíni em uma banheira sangrenta, Spring Breakers. A hesitação por parte dos fãs da Broadway é válida – muitas estrelas da Disney tiveram uma carreira como cantoras, mas ninguém nunca teve expectativa que Lindsay Lohan ou Hilary Duff fizessem parte de um musical na Broadway. Mas esse medo se provou infundado: Sua experiência em musical quando criança foi mais que suficiente para um treinamento da coisa toda de verdade.

Gigi é a história de uma jovem e destemida cortesã em treinamento em Paris do século passado, em que a amizade com o playboy rico Gaston Lachaille (Corey Cott) começa a se tornar algo mais na medida em que ela amadurece. Ao mesmo tempo, Gigi tem que lidar com sua avó super protetora Mamita (Victoria Clark), e a irmã de Mamita super preocupada com o status social, tia Alicia (uma hilária Dee Hoty) que tomam conta da vida da menina, enquanto o tio de Gaston, Honoré (Howard McGillin) faz o mesmo com ele.

Graças a um novo livro adaptado por Heidi Thomas de Call the Midwife, essa versão modernizada de Gigi vem com um brilho extra. Ao invés de se sentir compassiva com os insultos de Gaston a seus novos modos (“Esse colar é ridículo! Você parece uma girafa de coleira.”) essa Gigi retruca a cada insulto (“A porta está bem ali. E não se esqueça seus chocolates. Eles não vão passar pela minha garganta.” Ela graceja), e então oferece a ele um tchauzinho que significa nada menos que um pé na bunda. Em cada momento que Hudgens não está no palco, você espera que ela volte logo – não só por seu talento em dramatizar, mas também porque seu lindo figurino feito por Catherine Zuber é de tirar o fôlego.

Sua voz é suave, e se encaixa melhor nos clássicos brilhantes como “The Parisians” e “The Night They Invented Champagne” de Alan Jay Lerner e Frederick Loewe do que nos números de High School Musical, que não mostraram a extensão de seus dons vocais. Hudgens tem também uma química magnética com Gaston de Corey Cott, que tem igualmente um talento cômico. Um equívoco que os dois protagonistas tem, no entanto, é a distração inconsistente no sotaque, como se eles tivessem que dar ênfase nas consoantes, mas só lembrassem disso em algumas partes. Se a performance deles não fosse tão cativante, esses errinhos constrangedores seriam difíceis de perdoar.

É igualmente divertido assistir os veteranos – Clark, Hoty e McGillin – que não tem nenhum vicio de linguagem, e todo o núcleo parisiense, que participa da festiva alta sociedade. Como um todo, Gigi foi uma surpresa maravilhosa, e Hudgens pode se sentir bem vinda de volta à Broadway durante os próximos anos que virão.

Clique aqui para conferir a review original.

Tradução exclusiva do Vanessa Hudgens Brasil, se copiar não esqueça dos créditos!

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